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A versão 2021 do PV*SOL foi lançada com muitas novidades

Publicado em 20 de novembro de 2020

A versão 2021 do software PV*SOL premium foi lançada nesta semana. Uma boa notícia para os muitos usuários deste programa no Brasil e no mundo.

Vamos dar uma olhada nos principais avanços, seguindo os release notes da Valentin. Estamos preparando ainda vídeos explicativos,

Todas as informações sobre o software estão reunidas no portal PV*SOL.

Importação de mapas de satélite

A ferramenta para importar mapas de satélite foi renovada e traz as seguintes vantagens:

  • mais fontes de mapas;
  • mais níveis de zoom (de 5 aumentou para 20), permitindo uma melhor seleção da área de interesse;
  • girar o mapa permite alinhá-lo com o prédio ou terreno. Claro que o norte verdadeiro não é perdido neste giro;
  • informação sobre o endereço do ponto central no mapa visualizado.

Consumo com curvas diárias

No Brasil, temos leitura mensal do consumo, e costumamos inserir esta informação no PV*SOL. O software, quando não conhece a curva ao longo do dia, distribui este consumo por igual ao longo das horas do mês (28 a 31 dias x 24 horas).

No net-metering puro, esta imprecisão não apresenta um problema, já que a energia injetada é devolvida por igual. Só que o Brasil fugiu do conceito puro a partir da cobrança de ICMS em cima da energia injetada, o que leva a distorções.

Com a informação da curva de carga diária, fo PV*SOL consegue apurar a diferença entre a energia gerada e a consumida, importante nos seguintes casos:

  • Cálculo da energia injetada para apuração da tributação incidente;
  • Simulação de sistemas com baterias e com veículos elétricos;
  • Projetos que não injetam energia, chamadas "grid zero";
  • Uso do excedente de energia para outros consumidores (veja a seguir).

Já temos quatro curvas de consumidores residenciais na base do software, mas você pode definir outras. Aguarde o vídeo para saber mais.

Consumidores para energia excedente

Em países onde a energia injetada é vendida a um preço inferior ao da energia consumida, aparecem cada vez mais tecnologias com objetivo de aumenter o autoconsumo. O excedente da energia pode ser usado para carregar uma bateria, como também para aquecer água ou o ambiente usando resistências ou bombas de calor.

No Brasil, com seu regime de net-metering, essas aplicações ainda não se mostraram interessantes, o que pode mudar a partir de uma mudança da compensação em decorrência da revisão da RN 482/2012.

O PV*SOL 2021 inclui o cálculo de consumidores para energia excedente. No entanto, os parâmetros seguem a realidade de outros paises, como uso de caldeiras como padrão para o aquecimento de água e do ambiente. Se você tiver interesse em aplicar este cálculo no Brasil, então entre em contato ou abra uma discussão no grupo PV*SOL Brasil do facebook para podermos analisar a questão dentro da nossa comunidade de usuários.

Degradação dos módulos

A degradação linear dos módulos permitia, até a versão 2020, apenas o valor final. Agora é possível informar vários valores, por exemplo a degradação por PID ao longo do primeiro ano.

A curva de degradação pode ser definida como padrão e aplicada para todas as áreas de módulos. Este avanço reduz o trabalho iterativo e garante que nenhum projeto seja simulado sem degradação.

Modelos de relatório

Uma maior flexibilidade do relatório tem sido frequentemente demandada pelos usuários no Brasil. Avançamos um passo importante: agora, você consegue definir modelos de relatórios com conteúdo diferente conforme finalidade de cada um.

Os modelos podem ser exportados e importados para padronizar os procedimentos dentro da empresa.

Um item demandado com certa frequência ainda não foi realizado: a criação de textos e formatos livres de relatórios.

Padrões e modelos para o diagrama unifilar

O diagrama unifilar permite agora definir um padrão geral, e também modelos que o usuário pode inserir em cada projeto, conforme suas características. Os dois avanços reduzem o trabalho iterativo.

Foram incluidos também novos símbolos.

Para o próximo release estão previstos ajustes para a prática brasileira que detectamos no teste preliminar.

Modelo de temperatura para usinas flutuantes

No PV*SOL, a situação de montagem define o modelo de temperatura dos módulos, o que resulta no cálculo das perdas por temperatura.

O software ganhou agora mais um modelo para usinas flutuantes, o que era uma demanda do Brasil, já que estamos percebendo uma ampliação forte neste mercado promissor.

Esta situação de montagem pode ser escolhida na modelagem 3D após a colocação do conjunto de fileiras:

  • Clique com o botão direito no conjunto de fileiras, na coluna da esquerda.
  • Selecione "Editar conjunto"
  • Modifique a "Situação de montagem"

Informações no resumo do projeto

A coluna à direita apresenta o resumo do projeto em elaboração, onde foram incluidos totais de potência dos módulos e do inversor e o fator de dimensionamento

Otimização da simulação do comportamento do módulo sob baixa irradiação

Antes de explicar a mudança vamos entender o contexto deste item:

  • O comportamento do módulo varia conforme as condições climáticas instantâneas (irradiância, temperatura);
  • Na ficha técnica do módulo consta o rendimento em condições de teste padrão (STC = standard test conditions, 1000 W/m², 25°C);
  • O fabricante cadastra na base de dados do PV*SOL ainda o rendimento sob baixa irradiação (normalmente 200 ou 300 W/m²) e os coeficientes de temperatura para corrente, tensão e potência;
  • Para todas as outras condições climáticas, o software precisa estabelecer a curva característica. Ele usa um conceito chamado de "modelo de um diodo" para, depois, determinar o ponto de potência máxima (PMP, inglês MPP = maximum power point).
  • Este cálculo é feito para cada passo de simulação, a cada hora ou minuto do ano.

Na versão 2021, este cálculo foi revisado conforme conhecimento teórico mais recente. Na prática, observamos agora um ganho no balanço energético, acompanhando o fato de que o módulo traz um rendimento relativamente maior em irradiâncias intermediárias.

Continuidade do banco de dados ao trocar de computador

Os registros que cada usuário cria no banco de dados são vinculados a uma ID. É recomendável anotar ou gravar essa ID em local seguro para o caso de defeito no computador.

Essa gravação já era possível no menu "Opções -> Base de dados". A versão 2021 incluiu um aviso quando o usuário deregistra sua licença com fim de transferí-la a outro computador, prevenindo assim a perda de dados pessoais.

Outras modificações

Outras modificações de menor relevância:

  • Uso dos dados climáticos na versão Meteonorm 7.3;
  • Diagramas adicionais nos resultados;
  • Revisão dos cálculos de PR e rendimento específico anual para sistemas com baterias e c.c.;

Como obter a nova versão

Se você ainda não está usando o PV*SOL, então entre na lista de preços para se informar sobre valores e descontos.

Se você usa o software e estiver com seu plano de manutenção em dia, então você recebe um aviso ao abrir o software, informando que há uma nova versão gratuita disponível. É só baixar, instalar e usar. Você pode entrar também no menu "Ajuda -> Atualizações" para verificar se há atualizações disponíveis.

Quem usa uma versão ultrapassada deve adquirir um update cujo valor depende do vencimento do plano de manutenção (entre no menu "Ajuda -> Registro" e verifique a data na linha "Manutenção"):

  • Se a data estiver vencida por menos que 6 meses, então você ainda pode contratar a manutenção de forma retroativa. Ela vai começar a valer a partir da data do vencimento por um ano;
  • Se a data for mais antiga, então o valor do update é definido conforme a versão do seu software.

Entre na loja online da Valentin para efetuar a compra.