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Bandeira vermelha - energia solar reduz a conta de todos os consumidores

Publicado em 14 de dezembro de 2020

Em dezembro, voltamos a pagar a Bandeira Vermelha no patamar 2 na conta de luz. O plano original da ANEEL era segurar a Bandeira Verde até o final do ano, com objetivo de manter as despesas dos cidadãos baixos durante a pandemia.

Vamos analisar a seguir como a energia solar pode evitar futuras bandeiras e reduzir a conta de todos os consumidores.

Porque a ANEEL decidiu cobrar a Bandeira Vermelha?

No nosso país, onde a maior parcela da energia é gerada por usinas hidrelétricas, a bandeira reflete a situação dos reservatórios. Neste momento, os reservatório estão baixos em várias regiões do Brasil, o que fez com que termelétricas fossem ligadas para suprir a demanda.

Neste momento, a bandeira tarifária custeia a energia gerada por termelétricas, que é muito mais cara do que de outras fontes, e sinaliza aos consumidores que eles devem economizar seu consumo.

A energia solar reduz a conta de todos

A energia solar reduz a conta de todos os consumidores, por diversos mecanismos:

  1. O proprietário de um sistema fotovoltaico não reduz somente sua própria conta, mas também a demanda de energia no sistema nacional, da forma que sobra mais energia barata para os outros consumidores;
  2. Usinas fotovoltaicas de grande porte também seguram o preço da energia solar e reduzem a necessidade de termelétricas. Neste contexto vale ressaltar que a fonte solar é muito mais confiável do que a fonte hídrica e estabiliza o sistema elétrico a longo prazo;
  3. Usinas solares flutuantes são uma opção muito promissora que está ganhando terreno no Brasil: elas aproveitam espaço ocioso, compartilham subestações e reduzem ainda a evaporação da água tão preciosa. Uma combinação perfeita com hidrelétricas que está avançando também para o mercado agro-industrial.

Em tempo: o software PV*SOL passou a simular usinas flutuantes na sua versão mais nova. Veja o vídeo

Precisamos aumentar a participação da energia solar na matriz energética

A mais recente decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) mostra a importância da energia solar, quando incluiu esta fonte em todos os leilões de usinas planejadas até 2023.

Quem é dono de um telhado já pode fazer sua parte: os bancos passaram a facilitar as condições e o crédito paga-se, geralmente, pelo dinheiro economizado na conta de luz durante poucos anos. Peça uma proposta séria e com alta qualidade - em uma instalação que deve durar muitos anos, o barato definitivamente sai caro.

Aproveite a situação atual, porque não sabemos como serão as condições futuras, desde a proposta da ANEEL no ano passado, que colocou em risco o crescimento continuado da geração distribuida. Escrevemos sobre o tema várias matérias que você pode acessar aqui. Em novembro passado, o TCU também se alinhou com quem enxerga um subsídio cruzado, desconsiderando completamente os fatos listados acima.

Mas é possível que o tema acelere em nivel legislativo: a câmara dos deputados aprovou a urgência para um projeto de lei sobre o assunto. É muito importante que você procure seus senadores e deputados federais e cubra uma apoio à energia solar. Você pode também votar a favor do Projeto de Lei 2215/2020 no site da Câmara.

Precisamos, realmente, continuar muito atentos para preservar nosso direito de usar a fonte solar, que é barata, sustentável, abundante e ainda gera milhares de empregos no Brasil.

 

#DeixeASolarCrescer #TaxarOSolNão